Como escolher um psicólogo LGBT? Ele precisa ser LGBT para ajudar você?
Encontrar um psicólogo nem sempre é uma tarefa simples. Quando se trata de pessoas LGBT, essa escolha pode gerar ainda mais dúvidas.
É comum surgir o receio de precisar explicar questões muito básicas sobre orientação sexual ou identidade de gênero, sentir-se julgado ou perceber que o profissional não compreende determinadas experiências. Por isso, muitas pessoas pesquisam termos como psicólogo LGBT, psicólogo gay, terapia LGBT ou psicólogo LGBT online na esperança de encontrar um atendimento mais acolhedor.
Mas será que um psicólogo precisa ser LGBT para oferecer um bom acompanhamento? E o que realmente deve ser levado em consideração na hora de escolher um profissional?
O que significa procurar um psicólogo LGBT?
Quando alguém procura um psicólogo LGBT, geralmente não está procurando alguém que apenas conheça a sigla LGBTQIA+.
Na maioria das vezes, essa busca representa um desejo muito mais profundo: encontrar um espaço onde não seja necessário justificar a própria existência, defender quem se é ou temer julgamentos relacionados à sexualidade ou ao gênero.
A terapia deve ser um lugar onde você possa falar livremente sobre seus relacionamentos, sua família, sua vida afetiva, seus desejos, seus medos e suas experiências sem receio de preconceitos ou estereótipos.
Vale a pena procurar um psicólogo gay?
Essa é uma dúvida muito comum.
Algumas pessoas acreditam que um psicólogo gay compreenderá automaticamente tudo o que elas viveram. Outras pensam exatamente o contrário: que isso não faz diferença alguma.
A realidade costuma ser mais complexa.
Compartilhar uma orientação sexual semelhante pode facilitar a compreensão de determinados contextos culturais, sociais e afetivos. Algumas experiências, códigos e vivências podem ser reconhecidos com mais facilidade.
Entretanto, isso, por si só, não garante um bom processo terapêutico.
Ser um bom psicólogo exige formação, ética, capacidade de escuta, atualização constante e respeito pela singularidade de cada pessoa.
Da mesma forma, um psicólogo que não pertence à comunidade LGBT também pode oferecer um excelente atendimento, desde que possua preparo técnico, sensibilidade e esteja comprometido com uma prática livre de preconceitos.
O mais importante é sentir-se seguro para ser quem você é
Talvez a pergunta mais importante não seja: "O psicólogo é LGBT?"
Mas sim: "Eu consigo ser completamente eu durante as sessões?"
Você consegue falar sobre seus relacionamentos?
Pode comentar sobre sua vida sexual sem medo de julgamentos?
Sente liberdade para falar sobre preconceito, família, religião, aplicativos de relacionamento, HIV, casamento, solidão ou qualquer outro tema importante para você?
Uma boa terapia depende da construção de um vínculo de confiança. Quando você sente que precisa esconder partes de si durante o atendimento, esse vínculo dificilmente consegue se desenvolver plenamente.
Como saber se encontrei o psicólogo certo?
Independentemente da abordagem utilizada, alguns sinais costumam indicar que você encontrou um profissional adequado.
Durante o processo terapêutico, você deve sentir que:
é ouvido com atenção;
suas experiências são levadas a sério;
sua orientação sexual não é tratada como problema;
sua identidade é respeitada;
existe espaço para discordar, perguntar e construir o processo em conjunto;
você percebe evolução ao longo do tempo.
A terapia não precisa ser confortável o tempo inteiro. Alguns temas naturalmente despertam emoções difíceis.
Mas ela deve ser um ambiente em que você se sinta respeitado e acolhido enquanto enfrenta essas questões.
A terapia LGBT vai muito além da sexualidade
Muitas pessoas imaginam que procurar um psicólogo LGBT significa falar apenas sobre orientação sexual.
Na prática, essa costuma ser apenas uma parte da história.
As demandas podem envolver ansiedade, autoestima, depressão, relacionamentos, solidão, dificuldades familiares, trabalho, carreira, luto, perdas, autoestima corporal, construção da identidade, medo da rejeição, preconceito ou qualquer outro aspecto da vida.
Ser LGBT não resume uma pessoa.
Da mesma forma, a terapia também não deve reduzir alguém apenas à sua sexualidade.
Psicólogo LGBT online funciona?
Sim.
A terapia online é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia e permite que pessoas de qualquer cidade, ou mesmo brasileiros que vivem no exterior, tenham acesso ao acompanhamento psicológico.
Além da praticidade, muitas pessoas se sentem mais confortáveis realizando as sessões em um ambiente conhecido, como a própria casa.
O mais importante não é a distância física, mas a qualidade da relação construída entre terapeuta e paciente.
Como escolher um psicólogo para você
Antes de iniciar a terapia, vale observar alguns aspectos:
a formação do profissional;
a abordagem psicológica utilizada;
se ele possui experiência com pessoas LGBT;
se sua forma de comunicação transmite acolhimento;
se você se sente confortável durante os primeiros encontros.
Não existe um profissional perfeito para todas as pessoas.
Existe aquele com quem você consegue construir uma relação de confiança suficiente para olhar com profundidade para sua própria história.
Um espaço para falar sem precisar se explicar
Ao longo da vida, muitas pessoas LGBT se acostumaram a medir palavras, esconder partes de si ou adaptar comportamentos para evitar julgamentos. A terapia pode ser justamente o contrário disso. Um espaço onde você não precisa convencer ninguém de quem é. Onde sua história pode ser escutada com respeito, curiosidade e profundidade.
Mais do que encontrar um psicólogo gay ou um psicólogo LGBT, talvez o mais importante seja encontrar alguém com quem você possa construir um processo terapêutico baseado em confiança, ética e acolhimento.
Se você procura um acompanhamento psicológico online, com um olhar atento às vivências da população LGBT e às particularidades de homens gays, estarei à disposição para caminhar com você nesse processo.





Comentários